1884, a tradição está na essência

Em um turbulento momento na história da Itália, os primeiros imigrantes da família Mioranza partem de Sospirolo, Província de Belluno, ao norte do País rumo ao Brasil. Junto com tantos outros italianos, traziam na bagagem a esperança de prosperar no novo continente e proporcionar uma vida melhor para suas famílias.

As primeiras mudas de videiras, trazidas da cidade natal, foram plantadas por Pietro Mioranza nas terras que recebeu para cultivar na antiga colônia. Em poucos anos, a família começou a produzir uva e, a partir dos frutos, vinhos para comercializar.

Responsável por cuidar da produção agrícola familiar, modo de subsistência da época, Pietro ainda trabalhava como carpinteiro para ajudar a construir moradias para as muitas famílias de imigrantes que continuavam a chegar. Aos poucos as construções em madeira foram dando espaço para casas mais resistentes, erguidas com pedra basalto, matéria prima em abundância na região. Foi assim, em 1898, que Pietro construiu um novo lar para sua família. Uma casa de três pavimentos cuja parede sul, subterrânea, foi lapidada nesta rocha vulcânica que retém o calor no inverno e resfria no verão, condição ideal para abrigar a pequena produção de vinhos.

Na primeira década do século XX, Giovanni e Alvise, filhos de Pietro, motivados pela paixão do pai, fundaram a cantina que deu início a um legado de empreendedorismo que até hoje é cultivado por seus descendentes. Durante o processo de colonização as cepas europeias tiveram dificuldades para serem adaptadas e acabou por prevalecer a cultura de videiras enxertadas com variedades americanas. Desta forma, a família se especializou na produção de vinhos de mesa.

Com o falecimento de Giovanni, em 1921 e Alvise em 1931, coube a Girolamo, neto de Pietro, em 1960, implementar a comercialização de vinhos a partir de uma pequena área de 3 hectares da antiga casa da família. Seus filhos, Antônio, José, Gabriel e Maximiliano produziam e distribuíam vinhos elaborados, principalmente, com uvas tintas Bordô e Isabel e a branca Niágara.

Em 1999, os quatro irmãos começam a investir em seus próprios vinhedos de variedades Vitis viniferas para garantir excelência na produção de vinhos finos como seu icônico Cabernet Sauvignon e, posteriormente, Chardonnay, Merlot, Ancellota e Moscato. Vinhos e espumantes consagrados por sua qualidade, resultado da tradição do saber-fazer com rigorosos processos industriais e o olhar atento de um experiente enólogo.

Hoje, são mais de 50 anos de tradição passada de geração para geração, aliada às mais modernas técnicas para produção de vinhos no Brasil. Uma essência que encontra eco na própria história da viticultura brasileira.

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